terça-feira, 23 de junho de 2015

Por que Precisamos Viver de uma Forma Holística?

Já sabemos que a "abordagem holística do Direito" visa implementar uma visão transdisciplinar, onde o Direito recebe influências de outras ciências, filosofias e religiões, de modo a estar sempre sintonizado com as necessidades da sociedade contemporânea.

Recentemente, em maio de 2015, o Papa Francisco - que tem um pensamento holístico, advindo da sua formação religiosa como jesuíta, pela Companhia de Jesus, fundada pelo Santo Dom Inácio de Loyola, em 1537 -  lançou uma importante Encíclica, em forma de um  manifesto em favor do Meio Ambiente, pedindo aos países mais ricos um decréscimo em seu consumo, a fim de frear o impacto humano no setor ambiental, lembrando ainda: " As mudanças climáticas são um dos principais desafios para a humanidade sendo agravadas pelo desflorestamento para finalidade agrícola e pelo modelo de desenvolvimento baseado no uso intensivo de combustíveis fósseis".




Leia a Encíclica: http://w2.vatican.va/content/francesco/pt/encyclicals/documents/papa-francesco_20150524_enciclica-laudato-si.html

Há um bom tempo precisávamos, na área do Direito Ambiental, de uma ajuda como essa Encíclica Papal, para colocarmos grandes holofotes, no assunto Meio Ambiente, a exemplo do risco de extinção dos corais no mundo todo, por causa do aquecimento global, especialmente na Austrália, nos últimos 28 anos a sua Grande Barreira de Corais perdeu METADE dos seus corais, perda que vem se intensificando desde 2005, com degradação de 37% dos corais.


Fortemente influenciada por denúncias feitas por cientistas do mundo todo, em 2013, a Unesco ameaçou colocar a Grande Barreira de Coral na lista de locais em perigo – ou excluí-la da lista de locais classificados como Patrimônio Mundial da Humanidade – se nada fosse feito para proteger o litoral australiano até 2014.



Situada ao longo de 2.300 quilômetros na costa de Queensland (344.400 km quadrados), a Grande Barreira de Coral é composta por cerca de 3.000 recifes, 600 ilhas continentais, 1625 tipos de peixe, 133 variedades de tubarões e raias e 600 tipos de coral. É conhecida como a maior estrutura viva do mundo, podendo ser vista nitidamente do espaço.




Com mais de 400 espécies de coral, duas mil espécies de peixe, quatro mil moluscos e seis das sete espécies de tartarugas marinhas do mundo, a faixa de corais virou parque em 1975, após protestos contra uma proposta de perfuração de petróleo no recife.



                 "Mantenha o recife grande" - Greenpeace

Em 2014, as autoridades do Parque Marinho da Grande Barreira de Coral australiana (GBRMPA, na sigla em inglês) aprovaram a dragagem de três milhões de metros cúbicos de sedimentos do fundo marinho da faixa de corais, eleita Patrimônio Mundial da Humanidade pela Unesco em 1981, objetivando retirada de material para a ampliação do terminal de Abbot Point, em Queensland, para a construção do que será o maior porto de carvão do mundo.


            "UNESCO, seja bem-vindo e POR FAVOR SALVE O RECIFE".

Essa decisão revoltou cientistas e ambientalistas, que já protestavam após a aprovação da medida pelo governo federal da Austrália, pois a barreira abriga uma grande quantidade de biodiversidade, incluindo espécies vulneráveis ou ameaçadas de extinção, algumas das quais podem ser consideradas endêmicas para esse tipo de ecossistema.






O porto, que está em funcionamento desde 1984, é gerenciado pela North Queensland Bulk Ports e é explorado pelo grupo indiano Adani. Ele serve, em grande parte, para a exportação de carvão, sendo que a dragagem do leito marinho permitirá a entrada de mais seis navios, aumentando a capacidade de exportação em 70 milhões de toneladas de carvão por ano, num valor entre US$ 1,4 bilhão e US$ 2,8 bilhões.  Entretanto, os bilhões em  prejuízo ambiental trazido a todos nós, não pode ser sequer mensurado!


Um relatório divulgado pela Administração de Oceanos e Atmosfera Nacional dos Estados Unidos (NOAA) aponta que 30% dos corais do mundo tendem a desaparecer entre 10 e 20 anos por causas humanas e ambientais.
Nós, advogados holísticos, estamos confiantes que poderemos sensibilizar muitos se entrarmos juntos nessa campanha pela proteção do Meio Ambiente, com a visão holística de que o Meio Ambiente somos NÓS.  Compartilhe.



Que muitos  corações compassivos possam se inteirar desses relatos e ajudem a transmutar esta realidade em algo melhor e grandioso, para as próximas gerações.  Compartilhe.

Nosso 1º Workshop de Direito Holístico no Brasil, em São Paulo capital, nos dias 01 e 03 de outubro de 2015, lançará uma nova luz sobre advogar de forma holística, para o maior benefício da saúde do operador do Direito, pois estudos comprovam que 20% dos advogados nos EUA estão sofrendo de depressão incapacitante ao trabalho.  Junte-se a nós para empoderarmos tantos outros corações compassivos. 

Mais informações e contato:sol.nrconsultoria@hotmail.com.

Algumas das técnicas que ensinaremos nos cursos e workshops serão:  Meditação, Visualização Criativa, Pranayamas, que chamamos de “holopraxis” (práticas holísticas).



Tire três minutos de tranqüilidade e mentalize os recifes da Barreira de Corais australianos, envoltos em luz, paz e segurança, ao assistir a este vídeo com lindo fundo musical:

http://www.microworldsphotography.com/Videos







As três fotos acima dos corais ampliados e o vídeo foram feitas pelo fotógrafo marinho Daniel Stoupin.  Um mundo ameaçado, que nós não vemos ou conhecemos, mais que existia em todo o seu esplendor e harmonia, antes da interferência humana no nosso Planeta.


Após a visualização do vídeo, sinta paz e harmonia interior, por você fazer parte desse contexto maior chamado Universo, afinal SOMOS TODOS UM e estaremos unidos pelos Direitos Naturais, através dos nossos cursos, blog e página no Facebook, com constante atualizações.

Texto e pesquisa por: Tânia Motta Nogueira Reis.

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